Como já se esperava, o partido político que já estava no poder ganhou de novo a eleição presidencial.
Resta analisar o ocorrido de modo lúcido e desapaixonado.
Primeiro, a candidata petista ganhou nos estados mais miseráveis. Quanto mais miserável a região, mais vantagem ela teve. Mesmo aqui em Porto Alegre, onde a vantagem global não foi dela, nos bairros de periferia ela foi a preferida. Basta fazer como eu fiz: sair à rua e perguntar às pessoas.
Então pode-se dizer que foram as camadas mais pobres que deram a vitória a Dilma. Também era de se esperar. São elas as que recebem as benesses do bolsa-família, dos vales-isso-e-aquilo, da tolerância aos “gatos” de luz e água, da tolerância às invasões de terras e terrenos, e tantas outras atitudes pensadas e arquitetadas visando a vitória eleitoral.
Resta o quê?
Resta saber como conviver com esse fato. Aliar-se aos vencedores ou combatê-los com rigor e, quem sabe, com mais malícia que eles?
Ou largar tudo e ir morar noutra freguesia??? (às vezes dá vontade…)